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Aconteceu exatamente como a banda favorita deles cantou : “um dia desse, num desses encontros casuais…”
Eles se encontraram, mas não encontraram explicações, na verdade nem procuraram por elas. Era tanta coisa que um queria contar ao outro, tanta coisa havia se passado, tanta coisa tinha mudado, tanta coisa eles haviam deixado de falar,tanta coisa eles pensaram em falar neste encontro mas se calaram….
Quando os olhos deles se cruzaram novamente em uma rua qualquer de São Paulo, viram o brilho de um refletido no outro. Fazia anos que eles desejavam, ainda que inconscientemente, por este encontro, desde quando tudo acabou sem explicação. Talvez aquele fosse o momento, ainda que tardiamente, para que eles tentassem reparar isto. Ou não. Talvez devessem apenas cumprimetar-se com um sorriso meio sem graça, e continuar a seguir a letra daquela mesma música : “prazer em vê-la, até mais!”.
Mas a curiosidade, o desejo, e todo aquele misto de sentimentos falou mais alto, e resolveram tomar um café.
Ele fez questão de mostrar que ainda se lembrava dos gostos dela. E foi logo pedindo a garçonete um Iced Caramel Macchiato para ela, e um Capuccino para ele.
Eles não eram mais os mesmos, fisicamente havia mudança no tom de cabelo dela e no corte dele. Ela estava com alguns quilos a mais e ele a menos. O jeito de se vestir de ambos também havia mudado. Ele finalmente aposentara aquelas roupas sem estilo que tanto a incomodava. E ela havia amadurecido também no seu modo de se vestir. Mas o sorriso dele continuava encantador, e ela continuava a hipnotizá-lo com seu olhar.
As mudanças de comportamento, estas sim, eram grandes. Afinal, sete anos se passaram desde que o relacionamento acabara. Ela já não era mais aquela menina insegura, dependente dele, e louca pra descobrir um mundo que ainda tinha à frente. Ele por sua vez estava mais centrado, parecia não viver mais naquele mundo que ele costumava criar em sua imaginação e que não deixava ninguém entrar.
Ficaram ali na cafeteria, conversando sem pausas por mais de duas horas. Falaram sobre trabalho, família, viagens, amigos em comum, novas amizades, ganhos, perdas, música, cinema….Eram íntimos, e tinham pensamentos, ideologias e gostos parecidos, e isto o tempo não havia conseguido mudar. Então o papo fluiu, como se não houvesse aquele incômodo e inquietação que estavam os corroendo por dentro.
Quando a conversa começou a espaçar, dando vazão ao silêncio que podia ser fatal naquele momento, resolveram pedir a conta, e partir pra outro lugar.
Ele então, a convidou para jantar. Escolheu estrategicamente um restaurante onde eles costumavam ir. Sabia que ao chegar lá as lembranças viriam a tona, e essa vontade de reviver tudo, mesmo sabendo que talvez não fosse uma boa opção, não deixaria a razão falar mais forte. Não queriam deixar aquele reencontro acabar, e aquela oportunidade escapar. . .

(to be continued. . .)


Pri Bella

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