Brave or Fool? It's your choice!

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Houve um tempo que a escritora Tati Bernardi falava por mim. E numa destas vezes que compartilhei uma frase dela no Facebook, uma amiga disse que as pessoas não deveriam ficar felizes em se identificarem com a Tati, que os textos dela são deprê, e se havia uma identificação, é porque estávamos com a vida mal resolvida.

Confesso que na hora fiquei puta. Achei desnecessário ela me falar isto, e achei que não tinha a ver. Isto porque, como diz a frase do título do post (extraída do texto The Perks of Being a Wallflower) eu estava aceitando o amor que eu achava que merecia.

Ficava com migalhas, e achava lindo dizer que eu era “intensa, que adorava curtir uma tristeza e chorar de dor”. Bullshit!
Personalidade a gente não muda. Eu continuo, obviamente, sendo uma pessoa intensa, mas agora eu tenha a serenidade de um amor de verdade para acalmar este furacão de emoções.

Por diversas vezes eu me perguntei o porquê nunca consegui escrever nada para e/ou inspirado no meu verdadeiro amor, para o meu Douglas, uma vez que todos os caras por quem fui apaixonada renderam textos.

Foi então que compreendi porque admiro tanto a Tati Bernardi (sim, continuo achando ela foda!) porque assim como ela, minhas inspirações vinham de amores mal resolvidos, de momentos de tristeza. Sou uma (aspirante a) escritora de fossa! L

Sumi daqui. Parei de escrever, sim. Sei lá, poderia escrever outras coisas. Me inspirar na Clarice, no Vinícius, no Chico… E aí me pergunto mais uma vez, por quê? Por que não sento mais com o notebook no colo, no silêncio do meu quarto, e não começo a teclar meia dúzia de palavras que irão resultar em qualquer porcaria incompleta como já fiz muito por aqui?

E depois de muito pensar, eu chego a seguinte conclusão: tem uma frase que roda por aí que atribuem à Clarice Lispector. Não sei se é dela mesmo. Mas ela sana a minha dúvida: “Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”.

O dia em que esta “frase de efeito que postam no Facebook” passar a fazer sentido na sua vida, parabéns, a Tati Bernardi que tinha em você descansa em paz.

Tenho certeza que muita gente não vai chegar até o final do texto. As histórias de dor de cotovelo são muito mais instigantes. E infelizmente, as pessoas se identificam mais com elas.
Mas enfim, o amor de verdade é isto: sereno, tranquilo, a gente não tem pressa de pular para o final porque a gente sabe que tem a vida toda para estar ao lado daquela pessoa. Sem precisar que ninguém diga nada, a gente apenas sente quando ele chega. A gente sente que “é ele”.

Nota: À você, Douglas Batetucci, que nunca me pediu, mas eu sempre achei injusto não escrever nada para você.
Obrigada por aparecer na minha vida, por trazer o equilíbrio canceriano que eu precisava. Obrigada por me permitir viver um sentimento real, um amor puro, nobre, altruísta e que poucos têm a sorte de encontrar alguém disposto a compartilhar. E, obrigada, especialmente, por me mostrar que eu merecia muito mais do que eu estava aceitando. Que mereço este amor que você me dá, que me cobre da cabeça aos pés!

Eu amo você.

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E foi então que entendi o real significado de compersão. Não a definição, essa qualquer um pode descobrir com a ajuda do Wikipedia , mas o significado é preciso sentir pra saber. E eu estranhamente senti. JUSTO Eu, tão ciumenta, possessiva, e todo aquele blá blá blá que estupidamente costumo usar para me auto-definir.
A limitação da definição caiu por terra quando me vi abrindo mão de uma satisfação momentânea, infantil e egoísta por algo muito maior. Pela felicidade e tranqüilidade de outra pessoa. Por uma história que não merece ser manchada por sentimentos mesquinhos.

“Definir é Limitar” – Oscar Wilde

Eu não procurei pela oportunidade, ela mais uma vez, caiu no meu colo inesperadamente. O universo sempre me presenteia. Esta oportunidade podia ser um cavalo de Tróia, caso eu a agarrasse, mas podia ser também um presente valioso: a chance de sentir algo novo, caso eu a deixasse passar.
It was my choice!


[ Para ler ouvindo:  ]

Daqui exatamente 24 horas ele parte. Vai pra longe, e nunca mais volta. Ninguém sabe do futuro, mas todo mundo tem sua intuição. Uns a respeitam, outros não, alguns nem sabem como escutá-la. Eu escuto e respeito a minha, e é ela quem me diz que ele não vai mais voltar.
Foi confiando nela também que dei continuidade a esta estória louca que nem você que está lendo, nem você que já escutou da minha boca cada detalhe, e nem você que viveu ela comigo entende. E oh lord! Como me torturei para tentar entender, como me culpei por sentir o que estava sentindo, e como me xinguei de otária por estar indo contra todas as evidências e escutando e apostando apenas na minha intuição, em mais nada, só nela que me dizia: viva isto, e foda-se o resto! (minha intuição fala tão educadamente quanto eu).
Sabe o dia que parei de lutar contra tudo isto e decidi me entregar? Foi quando descobri que a mudança de país já tinha data definida. Se ele estava indo embora, não havia muito a pensar, nem com o que me preocupar. Isto tudo tinha data marcada para acabar.
Então me entreguei, e resolvi embarcar na fantasia. Porque vivemos uma estória, não foi fairy tale, porque definitivamente eu não tenho vocação pra princesa, e ele menos ainda pra príncipe. Mas foi um conto. Uma fantasia real, criada por nós, num mundo que ninguém mais teve acesso, só eu e ele.
Tentei viver estes últimos dias com a maior intensidade que pude, só não consegui mais, porque ele não se permitiu. Talvez por falta de tempo, talvez pelos compromissos com a vida real, ou talvez simplesmente porque ele não seja um doido que nem eu que goste de sentir a dor até a última gota de sangue ou o prazer até a última gota do gozo. Eu sou assim, inteeeeeensa, lembra?
Eu já falei uma vez, acho que aqui inclusive, que as melhores coisas da minha vida sempre acontecem despretensiosamente. E foi exatamente assim, não sei como, nem porque, mas a gente se conheceu, e meio que sem pensar, resolvemos nos encontrar e a conexão que tivemos ultrapassa qualquer explicação racional, física ou científica.
Esta semana nos despedimos. E sabe o que é engraçado? Foi totalmente diferente do que planejamos (mais uma vez), mas foi uma tarde apaixonante. Tinha muitas coisas que eu gostaria de ter feito, e principalmente falado, e não fiz/falei. Perguntas, perguntas, perguntas…Nossa! Estas eu tinha aos montes. A gente se conhece tanto mas sabe tão pouco um sobre o outro.  Mas também não as fiz…
Optei por deixar tudo isto pra lá, se nada tinha vindo à tona até aquele momento era porque não tinha importância pra gente, pra que desperdiçar cada minuto tão precioso daquele último encontro? Preferi focar nos detalhes que vão ficar na minha memória…A barba que tava malfeita aquele dia (coincidentemente ou não, é assim que eu gosto), seus dentes retinhos que contemplam aquele sorriso lindo, a sobrancelha grossa, uma manchinha vermelha no pescoço, os braços com as veias sobressalientes, nossos olhos nos olhos enquanto conversávamos, suas mãos (ah! suas mãos!), suas piadas sem graça, e a primeira vez que ele finalmente falou com coração, com sentimentos e não somente com explicações filosóficas…
Só queria estar ali, de novo, e pela última vez com ele, para que eu pudesse enfim fechar aquele livro e guardá-lo cuidadosamente na gaveta.
E foi o que aconteceu, a gente acabou o conto sem o  “viveram felizes para sempre” mas com amor. Porque na vida real as pessoas morrem de medo de dizer que amam, né? Na nossa estória não existe este medo, a gente se amou, sabemos disto. E o nosso amor nos libertou.

Voe, meu amor!  Ganhe o mundo porque você é dele, e não meu! O que me pertence são as lembranças desta história (pq sim, ela tb faz sentido com H) e isto nada apaga da gente, muito menos a distância do mapa mundi.
Eu vou deixar o livro guardado mas sem o final escrito,como vc mesmo me disse, ele pode acabar com reticências e todos ficarem com a sensação de que faltou o final, ou um dia desses a gente pode voltar a escrevê-lo. 😉

P.S: Você nem é  mesmo aquela Coca-Cola toda! Doce demais pro meu paladar.rs


O fim da noite, ou o começo, dependendo do ponto de vista era a parte que eles mais gostavam….

Depois de estar com os amigos, dar risada, trocar olhares e beijos rápidos na mesa do bar, ela lhe entregava as chaves do carro e era neste momento que tudo começava…

Não gostavam de ficar se agarrando no meio da galera. Não por pudor, por vergonha, muito menos por falta de vontade, mas quando estavam ali, com amigos ao lado, preferiam só o flerte. Sabiam o quanto era chato ter que obrigar os amigos a ouvirem beijos estalados e queriam se divertir como sempre foi, desde quando eram somente bons amigos. Respeitavam aquele momento e a individualidade deles.
Ela se juntava num canto da mesa pra fofocar com as amigas, enquanto ele assistia ao UFC com os garotos. Entre um diálogo e outro, ela bebia um gole da cerveja do copo dele e ele colocava as mãos nas pernas dela para deixar claro a qualquer marmanjo que aquela mulher “tinha dono”.
As noitadas eram divertidas, os amigos eram ótimos e eles realmente curtiam e precisavam destes momentos mas o mais gostoso vinha depois…
Quando eles entravam no carro. Ele dirigia com uma mão no volante e a outra na perna dela, enquanto ela fazia carinho no pescoço dele e alisava seu cabelo, bagunçando-o levemente. Mudavam a estação do rádio e sempre tinha uma música que eles gostavam tocando. Cantavam juntos. Se beijavam no semáforo fechado. Ele perguntava se ela estava com fome, e ligava o ar condicionado para aquecê-la do frio.
Comentavam sobre o papo que acabaram de ter com os amigos, e ele ria do jeito que ela falava quando bebia um pouco a mais. Faziam alguns planos bobos, e deixavam assuntos no meio do caminho.
Gostavam da sensação de estarem levemente embriagados de cerveja e de amor… Sem ninguém por perto pra julgar, somente as ruas da cidade para testemunhar.


Pri Bella

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