Publicado por: pribella em: 19/03/2012
Você não precisa e nem quer saber o que penso quando ouço seu número chamando em meu celular, vejo seu perfil no facebook, ou encontro seu cachorro correndo no quintal.
Você não precisa e nem quer saber o que imagino quando deito no teu ombro, espano uma sujeira de sua camiseta ou digo que esta na hora de vc cortar o cabelo.
Você nem imagina os lugares que já conhecemos juntos, as razoes subentendidas de nossas discussões, o seu nome sempre em minhas orações. Você não quer saber de nada porque sem querer já sabe de tudo mesmo querendo esconder.
Publicado por: pribella em: 10/11/2011
Os homens covardes me enojam.
Aqueles que querem arrumar alguém pra culpar por suas frustrações.
Aqueles que sempre vão com a opinião da maioria.
Aqueles que culpam outros por suas falhas.
Aqueles que têm medo de errar, sempre.
Aqueles que te acusam de ser algo que na verdade ele é.
Aqueles que fazem uma mulher chorar, como eu chorei hoje.
Publicado por: pribella em: 12/10/2011
Cansei. Não quero só nascer, viver e morrer. Quero mais verbos. Quero conjugar todos os verbos possíveis e também os impossíveis. Quero conjugá-los no passado, no futuro, no imperativo, no indicador, mas principalmente no presente.
De chorar a gargalhar. De amar a desprezar. De cantar a silenciar. De dormir a viajar. De caminhar (sem pressa e devagar) a voar (alto).
Eu quero mais que verbos conjugados em primeira pessoa. Quero usar mais os verbos compartilhar, dividir, doar.
Eu quero, eu sonho, eu posso. Sou definível em verbos, mas não me limito a um deles.
Publicado por: pribella em: 13/09/2011
E aí que a gente aprende…
Aprende a sorrir mostrando o dente
E que o apressado come cru e quente.
Aprende que nessa vida ninguém é vidente
E que não precisa de muito, de fato, para ser contente.
Aprende que a força maior está na mente
E que é só acreditar que ela nos atende.
Aprende que ser livre é diferente de ser inconsequente
E que podemos seguir algumas regras e ainda assim viver livremente.
A gente aprende a ser crente
Para se sentir menos impotente.
E desde cedo a gente aprende
Que o errado é aquele que mente!
Mas na verdade sempre se fode aquele que fala francamente!
Publicado por: pribella em: 29/07/2011
Desconfio que erraram o sexo de Sansão ao repasserem a história bíblica. Se fosse Sansão, uma mulher, diria que existem muitos ainda vivos e tudo faria sentido!
Toda mulher tem um pouco de Sansão em si. Não é a toa que existem tantos salões de cabeleireiros por aí, e mesmo assim, para você conseguir um horário num sábado tem que marcar com bastante antecedência.
Quando uma mulher termina um namoro, qual uma das primeiras coisas que ela faz(claro, depois que ela consegue levantar da cama, após dias chorando)? Vai ao cabeleireiro! Então ela renova. Corta. Tinge. Lava. Hidrata. Faz luzes. Mechas. Californianas. Escova definitiva, marroquina, de chocolate, japonesa, de mel, sem formol, de nãoseioquequeveiodenãoseionde. Não importa. Só o que ela procura é reativar o seu poder, sua auto-confiança, e para isto, ela precisa da força que seu cabelo lhe traz!
O fim de um relacionamento é o caso mais emblemático, mas não é o único no qual nos apoiamos na força que nossos preciosos fios nos dão.
Eu não tomei um pé na bunda há pouco tempo, mas me senti como num jogo de vídeo-game, quando sua “vida” tá entrando no vermelho,sabe? Aí fui ao cabeleireiro! Precisava recarregar esta bateria, e adivinhem? Funcionou! Saí do salão me sentindo outra. Linda, poderosa, viva! A força que eu precisava tava ali o tempo todo, na minha cabeça, literalmente! Agora posso enfrentar quantos leões vierem, que rasgarei todos, sem me despentear!
Acho muito difícil que alguma mulher ainda não tenha descoberto a força que concentramos no cabelo, mas se este é o seu caso, aposte nos seus cabelos, você vai ver que a história de Sansão é muito mais familiar do que você imaginava! #ficaadica
Publicado por: pribella em: 20/06/2011
Estava pensando em o que escrever, então como faço de vez em quando, fui reler alguns textos antigos, para ver se tinha algo que me inspirava ou até mesmo que eu pudesse republicar, como fiz algumas vezes. Então encontrei dois textos de 2005 que falavam sobre temas parecidos, a intensidade com a qual eu vivia (e ainda vivo) cada momento, cada sentimento e o quanto isto mexia comigo. Hoje, ainda sou intensa mas isto não me incomoda mais, pelo contrário, eu aprendi usar isto a meu favor e consigo lidar muito melhor com essa intensidade. Lendo estes textos, reparei também que eu usava muitos adjetivos e advérbios de intensidade. Meu Deus! Que textos enjoativos.Hahaha!
Olha, e com estas observações eu percebi que eu sou muito melhor hoje do que há 6 anos. Tanto na vida como nos textos. Caramba! Eu amadureci!!! Hahaha!
Enfim, seguem os textos chaaaatos, não vou nem consertar nada, pra vocês sentirem também a diferença, os que me conhecem pouco perceberão só no texto, mas os que me conhecem melhor poderão perceber um pouco de mudança além das palavras.
Texto de 17/10/2005
“Queria fazer análise para saber lidar com alguns sentimentos meus. Sempre achei que o “caso mais grave” fosse meu ciúmes, ou minha intempestividade, mas não, a cada dia percebo que o mais difcil de lidar dentro de mim é meu saudosismo.
Esse sentimento me machuca, me deprime, me deixa para baixo. Não vou negar que às vezes ele me traz algumas sensações boas, mas as ruins são mais constantes. Sinto saudades de tudo na minha vida que eu possa conjugar no passado…Infância, colégio, brincadeiras, adolescência, amigos que se afastaram, pessoas que partiram pro outro plano, momentos que passei, lugares onde estive, cheiros que senti, pessoas que conheci, conversas que joguei fora, viagens que fiz, festas que participei, lugares que não estive, passeios que não fiz, gostos que senti, lágrimas que derrubei, sorrisos que soltei….
Sinto falta de dez anos atrás, de dez dias atrás, de dez minutos atrás…… E qdo me lembro de tudo isso, muitas vezes me ponho a chorar!
Eu não gosto de ser assim! Eu lembro de tudo a todo momento e quero voltar o relógio…. Mas não é possivel! Então eu queria pelo menos saber lidar melhor com esse sentimento de saudosismo! “
Texto de 06/06/2005
” Cara! É incrivel como a vida é inconstante… tudo pode mudar em um segundo…De uma semama pra outra vc pode mudar de emprego, de um mês pro outro vc pode mudar de namorado, de um dia pro outro vc pode mudar de escola, de faculdade, de um ano pro outro vc pode mudar de casa, de bairro, de cidade, de país, de um semestre pro outro vc pode mudar a sua turma de amigos, de uma hora pra outra vc pode seus pensamentos, seus sentimentos e achar que está na hora de rever seus conceitos…. Essa inconstância da vida é mágica! Porém ela me assusta pq vivo toda essa mudança e essa confusão de ideias e sentimentos intensamente….. E sei que de uma semana pra outra vou chorar muito por ter que abandonar os amigos que fiz em meu antigo emprego, e sei que de um mês pro outro vou sentir uma saudade imensa do ex, das coisas que vivemos juntas, dos lugares pelo qual passamos, e tb de um mês pro outro vou torcer demasiadamente pra que esse novo relacionamente dê certo e eu não tenha que sofrer muito denovo! E de um dia pro outro vou me perder absurdamente em meus pensamentos me lembrando do antigo colégio, do antigo pátio onde eu passava o intervalo com meus antigos colegas, dos meus antigos professores e a maneira especial de cada um dar aula. E de um ano pro outro vou passar por eternas noites de insônia nostálgicas me lembrando com muita saudade dos meus antigos vizinhos, da antiga rua onde eu morava, das brincadeiras, da padaria da esquina. E de um semestre pro outro vou olhar pros meus novos amigos e pensar “Pq não e aproximei de vcs antes?”e vou me lamentar amargamente pelo “tempo perdido”, e de um semestre pro outro vou olhar para aqueles que eu pensava que fossem meus amigos e vou me questionar constantemente “Pq me enganei tanto com eles?”. E de uma hora pra outra minha cabeça vai dar um giro de `980″graus, e inúmeras lembranças, incertezas, perguntas e dúvidas surgiram, e de uma hora pra outra vou achar que a minha decisão certa foi errada, e de uma hora pra outra vou amar intensamente e odiar profundamente. E de uma hora pra outra as minhas idéias vão se cofundir, e eu vou questionar o porquê da minha existência, e de uma hora pra outra eu vou afirmar incessantemente que eu não vim ao mundo a passeio. E de uma hora pra outra eu vou gargalhar deliberadamente até a barriga doer e vou chorar cronicamente até soluçar….
É a vida é inconstante e eu sou intensa….
Mas esse paradoxo não me faz deixar de concordar com Carlos Drummond de Andrade, “Viver não dói”.
Publicado por: pribella em: 27/04/2011
Certa vez uma amiga me falou que descobrimos que já temos intimidade com uma pessoa quando o silêncio já não constrange mais. Você consegue ficar ali ao lado de alguém por horas, sem trocar uma palavra, cada qual imerso em seus próprios pensamentos…
Este silêncio não incomoda, você não precisa puxar papo sobre o tempo, comentar sobre a desgraça do momento, ou fingir estar interessado na família ou no emprego daquela pessoa. O silêncio não precisa ser quebrado.
E foi então quando o silêncio tomou conta do momento e varreu todos os nossos pensamentos, que percebi que já não éramos mais os mesmos.
O barulho do vento doía, as memórias embaralhavam-se, o silêncio perturbava mas preferi mantê-lo ali, entre nós, criando aquela barreira, limitando nossa intimidade porque meu peito respirava aliviado.
Publicado por: pribella em: 23/03/2011
Não vaaaaai! Fica mais um pouco. Alguns dias, algumas horas, talvez só mais alguns minutos sejam suficientes, mas por favor, não vai agora!
Deixa a música acabar, o vento bater, as folhas caírem. Deixa o sono chegar devarinho,o Sol esquentar naquele dia friozinho.Deixa eu chorar no último capitulo da novela e me imaginar numa cena do meu filme favorito. Deixa eu rir mais um pouco,saber mais sobre os deuses gregos e comer uma mousse de chocolate. Deixa a TV sair do ar e eu me desconectar.
Aí então, depois que você deixar eu ser feliz sem medo, você pode ir, talvez isso aconteça antes mesmo da música acabar.
Publicado por: pribella em: 15/03/2011
E aí que fiz um teste para descobrir o quão geek eu sou.Pelo resultado, ainda tenho salvação.rs! Faz tb!É interessante, mas é em inglês, porém se vc for um geek, isto nao será um problema, certamente! :p
Created by OnePlusYou – Free Online Dating
Publicado por: pribella em: 14/03/2011
O restaurante estava mais vazio que o habitual, nem precisaram aguardar muito na fila de espera. Pudera, era a primeira noite de Carnaval. Os foliões estavam por aí curtindo o samba, o axé, o trânsito nas estradas. Isso era mais uma coisa na qual eles concordavam. O carnaval só era bom pelos dias de folga do trabalho, porque todo esse clima carnavalesco não fazia a cabeça deles.
Pediram um chopp cada um, e quando ele cogitou pedir um prato bem acebolado, ela reclamou como sempre reclamava, pois odeia cebola: Ahhh! Vai ficar com maior bafão! Écati!
Ela sorriu, e ele respirou aliviado. Se ela não tivesse essa reação, ele ficaria decepcionado. Abriu mão da cebola, claro, ele sempre abria! E na verdade não pretendia comer mesmo a cebola, fez isto para testá-la, para ter certeza do que já era mais do que certo, de como aquele encontro acabaria. Claro que era queria beijá-lo, e o bafo de cebola não fazia parte de seus planos.
A certeza nas entrelinhas de que um ainda desejava o outro, e os vários canecos de chopps fizeram com o que os receios fossem embora, e eles então já agiam como um casal novamente. Se davam as mãos, se olhavam apaixonadamente, trocavam carinhos…Mas ainda faltava o beijo. Será que continuava a ser gostoso? A boca dele teria ainda o mesmo gosto? Ela ainda morderia seus lábios de um jeito que o deixava enlouquecido? E o toque no pescoço? A pegada pela cintura? O carinho no cabelo? Continuaria tudo tão gostoso como era?Ainda teria química?
Ela foi ao banheiro, a cerveja já estava fazendo efeito. Aproveitou para se olhar no espelho, arrumou o cabelo, retocou a maquiagem, borrifou um pouco de perfume no pescoço, checou se seus dentes estavam limpos… Ela sabia que quando voltasse à mesa, teria chegado a hora. Atravessou o restaurante sem a precisão de uma linha reta. Não estava bêbada, mas havia bebido o suficiente para deixar a covardia de lado. Para viver o momento, sem pensar no amanhã. Sentia-se alegre e estava feliz naquele instante, e isso era o que bastava.
Quando ela se aproximou da mesa, ele foi para o canto do banco, ela então, não mais sentou na sua frente e sim ao seu lado. Viraram-se suavemente de lado, para ficar frente a frente, ele colocou as mãos sobre as coxas dela, ela pendurou-se em seus ombros, olharam-se, mas não fixaram o olhar, estavam cansados de só se olharem…Partiram logo para o beijo. Beijaram-se demoradamente, como se fosse o primeiro, o último, ou todos aqueles que não tinham acontecido durante estes sete anos. Quando pararam de se beijar, ela encostou em seu ombro e continuaram a beber e conversar. Foi aí que veio a vontade nela em perguntar sobre aquela ligação. Isto não saíra da sua cabeça a noite toda. Mas ela não queria que esse papo chato estragasse a noite. Aliás, não queria falar de passado, nem de futuro. Ele também preferia assim. Dessa vez, queriam curtir o presente. O tempo presente. E o presente de terem se reencontrado. E foi isso que fizeram naquele carnaval. Viveram um dia de cada vez, sem planos , mas também sem medos ou culpas.